quarta-feira, 12 de outubro de 2011

FIM DO CAMINHO

Poderá ser já ali ao virar da curva, mas também pode faltar uma distância que não sabemos calcular para chegar ao fim. A única certeza é que vamos chegar ao nosso destino: o fim do caminho.
Há muitos anos que caminhamos e quando demos início à caminhada quase não acreditávamos que ela um dia teria um fim. Por isso avançamos sempre, quantas vezes quase sem sabermos o terreno que pisávamos. Os passos dados nos primeiros anos trouxeram com eles a força para uma viagem longa. Fomos semeando alegrias, ambições e ilusões. Muitas vezes regadas com lágrimas de alegria e tristeza. Hoje estamos perto, pertinho da última curva. As pernas aqui e ali fraquejam. Temos a consciência que haverá quem nos queira afastar do caminho, mesmo nos derradeiros meses, anos, dias ou metros. Os velhos estorvam a correria dos mais jovens que julgam que o caminho será imenso e sem fim. Mas não, o fim é uma realidade. É bom que todos pensem nisso, mesmo quando os pulmões estão cheios de ar, o coração é de gazela e as pernas de girafa. É que o caminho que pisamos tem pedras, obstáculos. E não há ordem na chegada ao seu termo. Alguns ficam pelo caminho, num fim antecipado.
Nós estamos nas derradeiras voltas na caminhada. O fim já parece divisar-se, mas ainda fica muito para além da linha do horizonte. Vamos ver se lá chegamos o mais tarde que a noite imensa não nos leve embrulhada na grande nuvem cinzenta, aí sim, a caminho da meta que o nascimento nos determinou. É que a partida para o fim do caminho começa no primeiro momento de vida ainda nas entranhas maternas.


2 comentários:

  1. Pior caminho em que Portugal se encontra não há.

    Sábado se não vais á manif. Coloca um pano branco na tu janela.

    visconde de trovões

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  2. Subsídio de alojamento dá 1152 euros aos governantes
    30-Set-2011
    Dois ministros e sete secretários de Estado vão juntar 1152 euros de subsídios de alojamento aos respectivos salários mensais por não terem residência permanente em Lisboa.

    João Pedro Aguiar-Branco, ministro da Defesa, e Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, são os dois membros do Executivo que juntarão este subsídio à sua remuneração mensal de 6885,40 euros dado terem residência habitual no Porto e em Braga, respectivamente.

    Já os secretários de Estado que verão os vencimentos mensais de 6133,55 euros acrescidos em 1152 para a comparticipação dos custos com habitação na capital serão José Cesário, responsável pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas; Juvenal Peneda, adjunto do ministro da Administração Interna; Simões Júlio, Administração Local e Reforma Administrativa; Cecília Meireles, Turismo; Daniel Campelo, das Florestas e Desenvolvimento Rural; Marco António Costa, Solidariedade e Segurança Social, e Vânia Barros, adjunta do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

    A concessão de subsídios de alojamento a estes governantes foi publicada ontem em Diário da República.

    Sandra Rodrigues dos Santos | Correio da Manhã | 30-09-2011

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